Carnaval chegando e o que não faltam são fantasias e adereços para enfeitar e alegrar as pessoas. A moda nos últimos anos é o glitter ou purpurina. A maquiagem brilhante é mais queridinha nessa época festiva, mas o grande problema é que o glíter ou purpurina na realidade são micro pedacinhos de plástico, que demoram cerca de 400 anos para se decompor. Então, chega de brilho? Nada disso! Para resolver esse problema foram desenvolvidos o “bioglitter”, “glíter orgânico” ou “eco glíter”.

Por serem tão pequenos, o glitter é considerado o pior tipo de plástico para “cair” na natureza, por ser muito difícil de retirar. Um relatório, publicado no site especializado em sustentabilidade, Orb Media, constatou que 83% das 159 amostras de água potável, dos cinco continentes, contêm vestígios de plástico.

Com até cinco milímetros de diâmetro, o glitter é produzido com micropartículas plásticas e de alumínio. Quando descartadas durante o banho, escorrem pelo ralo e vão parar diretamente nos oceanos, prejudicando a vida marinha. Parece coisa besta, mas mesmo sendo tão pequenos, os pedaços de plástico vão se acumulando no fundo dos oceanos, atingindo a cadeia alimentar ao serem ingeridos por peixes e outras espécies.

Preocupados com os impactos do uso desenfreado das micropartículas, especialmente nesse período do ano, algumas marcas chegaram no mercado para trazer alternativas ecológicas para os consumidores. Um exemplo é a  Pura Bioglitter, uma empresa que produz glitter artesanal, orgânico e vegano. O produto é feito à base de algas marinhas e mica produzidos artesanalmente no Brasil e com brilho lindo e cores exclusivas.

A empresa explica que, por ser feito à base de algas marinhas, o material biodegradável se dissolve facilmente na água e não prejudica espécies marinhas. “Acreditamos que a consciência ambiental está crescendo e isso se reflete no aumento de pedidos que estamos tendo nesse carnaval”, conta a sócia da marca Luciana Duarte.