O motivo é simples: segundo estudo do BTG Pactual, o Ceará está entre as regiões brasileiras com maior potencial para a instalação de usinas eólicas offshore, que são turbinas eólicas instaladas nos oceanos. A empresa que viu potencial no estado foi a BI Energia, do grupo italiano Community Power, e busca investir 800 milhões de euros em um parque eólico na costa do mar de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A previsão não é para muito longe, a ideia é que o empreendimento saia do papel no segundo semestre de 2020 e forneça energia a 800 mil unidades habitacionais no País. Mas a empresa não é a única a visualizar grandes potenciais no Ceará, outros negócios europeus também já estão de olho no potencial cearense para a instalação de usinas eólicas offshore (no mar).

O Ceará concentra as melhores condições climáticas, ambientais e estruturais para receber esse modelo de geração de energia no País, pelo menos é o que mostra o Brazil Wind Generation Guidebook, em português “Guia da geração de vento no Brasil”, estudo da BTG Pactual. O texto esmiúça as vantagens do Nordeste brasileiro para a geração eólica no mar: entre elas, a profundidade máxima de 50 metros e a velocidade do vento.

“Quase todas as margens do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte têm regime de ventos constantes e altas velocidades médias, condições perfeitas para capacidade adicional de vento offshore”, diz o estudo, assinado por João Pimentel e Felipe Andrade. A pesquisa também destaca a capacidade instalada no Ceará e o crescimento da energia eólica.

O que já temos no estado

O estado do Ceará tem, atualmente, 80 parques instalados e capacidade de 2.050,5 megawatts no Estado, atrás do Rio Grande do Norte ( 4.043,1 MW) e Bahia (3.572,50 MW). Os dados são da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Por estas razões, a BI Energia e outras três empresas europeias – cujos nomes não foram divulgados – estudam a viabilidade da implantação do negócio no Estado.