Traje desenvolvido nos Estados Unidos usa músculos artificiais elétricos

Fabricada pela Seismic (empresa ligada ao centro de pesquisa SRI International, nos Estados Unidos), uma roupa leve e confortável pode estimular a força muscular do usuário. A roupa possui uma espécie de “músculos elétricos” estimulados por pequenos motores, fazendo contrações que simulam o funcionamento do corpo humano. O protótipo dos músculos elétricos são integrados à roupa na medida das articulações e exercem como tendões no corpo humano.

A vestimenta é interligada a um computador e sensores que rastreiam o movimento do corpo. Um software informa quando ativar os “músculos” do traje. A roupa é caracterizada por alguns componentes, como: motores, bateria e um painel de controle que são incorporados em pequenos hexágonos na parte inferior da roupa, projetados assim para oferecer conforto ao usuário.

A Seismic tem o propósito de lançar o traje como o primeiro item no setor chamado de “roupas energizadas” – nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido. A roupa inovadora aparece ao lado de mais de cem outros produtos na The Future Starts Here, uma exposição realizada no Museu Victoria & Albert, em Londres.

Sendo para alcançar a meta de dar 10 mil passos diários ou checar a conta bancária por meio de relógios inteligentes, a tecnologia está superando as expectativas de modos incríveis.  O momento é de amplitude de produtos que nos traz praticidade e podem contribuir para a resolução de amplos problemas sociais, como por exemplo os desafios do envelhecimento populacional.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), essa mudança demográfica poderá ser a principal transformação do século 21 e espera-se que a população com 60 anos ou mais dobre até 2050. Uma das principais dificuldades desse grupo é a diminuição da flexibilidade, o que pode piorar a qualidade de vida e impor desafios à disposição do mobiliário de escritórios, espaços públicos e residências.

Adversidade em comum

A diminuição da resistência muscular está atrelada ao envelhecimento e é uma condição que afeta a todos. Essa perda muscular é acelerada a partir dos 60 anos, em 0,5% ao ano; aos 70, de 2% ao ano; e aos 80, de 4%. O potencial desse tipo de tecnologia vestível ultrapassa, no entanto, o “mercado do envelhecimento”.

As pesquisas estão sendo conduzidas também para desenvolver produtos que auxiliem pessoas que sofreram derrames e crianças com distrofia muscular. Há ainda aplicações de segurança ocupacional e industrial – por exemplo, para profissionais de galpões ou obras.